O crédito automotivo segue como peça central na liquidez do mercado automotivo no Brasil. De fato, mesmo em um cenário de juros elevados, o saldo total da carteira avançou 12% em relação ao período anterior.
No primeiro semestre, o volume financiado atingiu 3,78 milhões de contratos, o melhor resultado em quase duas décadas. Por essa razão, entender como funciona o financiamento de veículos seminovos e usados na prática ajuda lojistas e compradores a tomarem decisões informadas.
Por que o crédito para seminovos e usados cresce mesmo com juros altos?
Ainda que a política monetária restritiva encareça o crédito de forma geral, a demanda por financiamento de veículos usados segue firme. Isso acontece porque o seminovo, mesmo com juros mais altos, continua sendo a opção mais acessível para grande parte da população que não consegue arcar com o valor de um veículo zero-quilômetro à vista.
Alguns fatores explicam essa resiliência:
- Preço elevado dos veículos zero-quilômetro, que empurra a demanda para o usado;
- Alongamento do prazo médio dos contratos, o que reduz o valor da parcela mensal;
- Maior confiança das financeiras no público comprador de seminovos e usados;
- Ampliação da oferta de crédito por parte de bancos e financeiras parceiras.
Os números confirmam essa preferência. Do total de veículos financiados no fechamento de 2025, os usados responderam pela ampla maioria das operações, enquanto os modelos novos ficaram com uma fatia bem menor. Essa proporção se manteve estável no semestre seguinte, em 2026, reforçando o financiamento de seminovos e usados como uma característica estrutural.
Quais são as principais modalidades de financiamento disponíveis?
O comprador de um seminovo hoje encontra basicamente três caminhos de crédito, cada um com características próprias:
- CDC (Crédito Direto ao Consumidor): modalidade dominante do mercado, responsável por quase metade das operações. Funciona com alienação fiduciária direta e contratação ágil no próprio ponto de venda;
- Consórcio: modalidade em expansão acelerada nos últimos anos, com participação que mais do que dobrou. Costuma ter custo financeiro total menor, mas exige planejamento porque a contemplação não é imediata;
- Leasing: mais direcionado a pessoas jurídicas e veículos pesados, com benefícios fiscais relevantes para empresas que estruturam frotas corporativas.
Para o lojista, conhecer bem essas três modalidades permite direcionar cada perfil de cliente para a opção mais adequada, o que aumenta a taxa de aprovação e reduz o tempo de negociação.
Quais taxas e prazos são praticados atualmente?
As taxas médias de juros no financiamento automotivo giram em torno de 21,5% a 24,4% ao ano, o equivalente a cerca de 2,2% ao mês. O índice de inadimplência do setor se mantém relativamente controlado, próximo de 5,6%.
Para viabilizar o valor das parcelas dentro do orçamento do consumidor, as instituições financeiras vêm alongando gradualmente o prazo dos contratos. Atualmente, o prazo médio para veículos com até três anos de uso gira em torno de 51,6 meses, enquanto veículos de quatro a oito anos de fabricação registram prazo médio próximo de 51,3 meses. Esse alongamento reduz o valor da parcela mensal, mas também exige mais atenção do comprador em relação ao custo total da operação ao longo do tempo.
Como a certificação com garantia influencia a decisão de compra?
Um fator que costuma passar despercebido nesse processo é o papel da certificação na percepção de segurança do comprador. Quem financia um veículo por mais de quatro anos precisa ter previsibilidade sobre os custos de manutenção ao longo desse período.
Um plano de Certificação com Garantia, como os oferecidos pela Gestauto, reduz justamente essa incerteza, já que os principais itens mecânicos e elétricos permanecem inclusos no plano por até dois anos. Entre os benefícios diretos dessa combinação, estão:
- Previsibilidade de custos de manutenção durante todo o período financiado;
- Redução do risco percebido pelo comprador na hora de assinar o contrato;
- Possibilidade de ticket médio mais alto para o lojista, sem recorrer a descontos;
- Menor dependência de negociação agressiva para fechar a venda.
Isso beneficia tanto o comprador, que financia um bem com mais tranquilidade, quanto o lojista, que consegue justificar um ticket médio mais alto sem depender apenas de descontos agressivos para fechar negócio.
Crédito e confiança caminham juntos
O financiamento de seminovos e usados deve continuar crescendo nos próximos anos, sustentado por uma demanda estrutural que não depende apenas do nível de juros. Para o lojista, entender as modalidades disponíveis e comunicar isso com clareza ao comprador é parte essencial do processo de venda.
Quando o crédito vem acompanhado de segurança sobre o veículo financiado, a experiência de compra se torna mais sólida para todas as partes envolvidas.
Serviço
Gestauto – empresa Assurant
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